domingo, 10 de março de 2013

No instante, poemas da minha estante




Notas:

1) Este «Avarento» de João de Deus (1830-1896) encontra-se em Campo de Flores – Poesias líricas completas (Tomo II), Amadora, Bertrand, 1974 (10.ª ed.), pp. 18-19. Faz parte do conjunto «Sátiras e epigramas» (id., pp. 1-147). Na transcrição, respeitou-se a grafia e a pontuação desta edição, a consultada.
2) A fotografia do poeta, que em fundo se mostra, encontra-se em vários sites da internet. Não foi possível, porém, identificar o autor.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Danadas daninhas 018







Pois cá estão eles, os cardos do Mato. Eles e sobretudo elas, as suas flores, danadas daninhas. Mais raros, mas de porte mais alto, que os de Viana. Talvez por não gostarem de climas tão agrestes. Que aquilo, meninos, quando dá chuva e frio… Foge! Achega-te ò borralho! Felizmente que as trovoadas têm andado arrumadas, nos últimos tempos, a outras bandas, com seus súbitos relâmpagos, terríveis raios e aterradores estrondos. Santa Bárbara, virgem!... Não se veem nem ouvem já como d’antanho! Porque será?...

Vão aos cardos. Podem aquecer. E divirtam-se! Mas não se piquem.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Danadas daninhas 017










Cardos, como se vê. “galactites tomentosa”, chamam os entendidos aos desta espécie. Abundantíssima aqui por Viana. Muito mais do que no Mato. Que por lá, também os há, como se há de mostrar e ver. Os vianeses encontram-se como alfobres bem adubados ali para as bandas da Areosa. Sobre tudo, sobretudo. Na encosta do monte, nas bermas de estradas e caminhos, nos terrenos de cultivo e incultos, entre silvas e outras ervas ruins, nas gretas dos passeios de pedra ou cimento, na praia entre seixos e areias. Daninhos, pois. E silvestres, com folhas espinhosas. E invasivos. Mas que as suas [deles] flores e os botões que nos seus [deles] caules brotam são também danadas/os de beleza, ó se são! Basta não passar a vida em correrias. E ter dois olhos na cara. E uma objetiva apontada, podendo. Como se viu, pelos vistos. E agora se (re)vê.

Quem quiser “passear” por entre estes cardos daninhos e suas flores danadas, sem riscos de se picar, entre, por exemplo, AQUI.

domingo, 3 de março de 2013

Coisas da arca do velho

001 Viana de branco











Há um quarto de século [Mas não foi ontem?...], a cidade de Viana do Castelo também ficou surpreendentemente de branco. Até à Praia Norte. Foi em 1986, pelos meus descontos. E no Entrudo, segundo fontes orais mais próximas.

As fotografias, encontradas na arca do velho, originalmente em diapositivos, foram realizadas com uma «Voigtländer Vitoret S». E a idade, evidentemente, não perdoa.