terça-feira, 23 de abril de 2013

Danadas daninhas 025


Ora cá está outra flor que os entendidos, cientificaMente, veem daninha. Ou silvestre, pelo menos. Eu, objetivaMente, observo-a e fixo-a e capto-a e guardo-a na arca da minha predileção por danadas, pela beleza das cores, dimensões e formas. Esta é uma daquelas / dessas que merecem, de facto, um grande plano:


Os botânicos dão-lhe o nome de «lithospermum diffusum ». No Mato, ainda não encontrei quem a conhecesse por um nome. É mais uma florinha de uma ervinha do mato, dizem-me.

A miúda gosta sobretudo de se estender por matas (bouças). Além disso, debruça-se timidamente em valados de caminhos. Mas sempre, de preferência, em terrenos que sejam relativamente arenosos e pouco sombrios.




Apesar do seu azul vivo e forte, só a descobre, todavia, quem se meter por maus caminhos, públicos ou particulares, e acima de tudo não andar a dormir na (re)forma. Isto, em virtude das reduzidas dimensões da corola (anda à volta de 2 cm de diâmetro). Mas olhe que estar voltado para elas não é pecado nenhum. Nem imagina o que perde, se por elas passar como quem não quer a coisa!



Em e-sítios por onde naveguei, diz-se que é conhecida por erva das sete sangrias e que ela, evidentemente mais danada que daninha, tem, ainda, o(s) nome(s) comum(s) de sargacinha/o. AQUI, por exemplo.



domingo, 21 de abril de 2013

Danadas daninhas 024


Ora, cá estão elas. Estas danadas daninhas não precisam de apresentações. Toda a gente as (re)conhece: são miosótis (myosotis). Dos bravos, obviamente. Que os mansos mais não são que seus descendentes domesticados.



Dizem os entendidos que o nome se aplica a uma grande quantidade de plantas e flores. Como à língua de boi [ver post anterior] entre outras, dadas as semelhanças de cor, forma e tamanho. Quanto à cor, se a da língua é sempre azul, a do miosótis também aparece nas cores branca e rosa, se bem que em menor abundância. Conforme tenho encontrado, observado e objetivaMente fixado, pelos maus caminhos de matas (bouças) que vou percorrendo. Que em terrenos cultivados ou de agricultura abandonada, miosótis não os encontrei. Ainda.


Ora façam o favor de observar, a seguir, lado a lado, como um casal, as danadas flores da língua e do miosótis. E, se não for pedir muito, tirem as devidas conclusões, acerca destas daninhas. Ou querem que lhes faça a papinha toda?... E estudem! Não façam como o(s) outro(s).



E-ternamente retornarei, com outras danadas daninhas. Que azul republicano é, hoje e para sempre, este meu reino. Absolutamente.