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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PEDRA POLIDA III



DESCRIÇÃO:

«A antiguidade da igreja é conferida pela existência de alguns vestígios românicos e de frescos góticos. Porém, a necessidade de adaptar o templo às necessidades dos crentes e à “moda da época”, determinou a realização de algumas intervenções ao longo do tempo, nem sempre efectuadas com o cuidado e o critério indispensáveis.
O portal da igreja testemunha a ampliação ocorrida nos finais do Séc.XVIII, que contribuiu para a alteração do seu espaço, desfazendo bons panos de frescos quinhentistas, que ainda é possível observar em algumas das pedras da igreja, sendo notórias as marcas dessa intervenção.
A organização do espaço interior contempla a existência de uma nave central, cuja ligação à única nave lateral era conseguida inicialmente através de três arcos1, alçados sobre colunas bojudas, rematadas por ábacos jónicos, ao qual se acrescentou outro nos finais do Séc.XVIII.
O arco cruzeiro, de dimensões monumentais, apoiado sobre pilares robustos, estabelece a comunicação entre a nave central e a capela mor, onde se encontra na parede lateral esquerda um arcosolio com as armas (pintadas) dos Sousas Machados, antigos proprietários da Casa da Lage, encimado por frontão. A tribuna é simples e bela.
A igreja contava com cinco altares2, três dos quais com os respectivos retábulos em madeira3, com motivos decorativos simples, parte deles em talha dourada, dos quais restam apenas duas miniaturas para suporte de santos, a ladear cada um dos pilares do arco cruzeiro.
Sobre a porta lateral norte da igreja encontra-se, do lado exterior, um elemento característico da arquitectura românica, simbolizando o “agnus dei”4.

1 Memórias Paroquiais, 1758;
2 Memórias Paroquiais, 1758;
3 Segundo informações de algumas pessoas da freguesia, um deles encontra-se actualmente na igreja da Facha;
4 Cordeiro de Deus.»
[Anónimo. Ver AQUI]

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

PEDRA POLIDA II







«O centro histórico da freguesia conta com um [Cruzeiro] dos mais esculturados exemplares do Minho e de Portugal, verdadeira obra artística que lhe valeu a designação de monumento classificado em 1936 [segundo a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais].

Obra notável de arte religiosa, enquadrada na corrente artística do Barroco, com fuste torso salomónico, decorada com motivos florais, apoiadp spbre um plinto no qual se distinguem quatro anjinhos que parecem sustentar a base, no centro da aqul foi esculpida a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com quatro diminutas faces angélicas a seus, sob as quais jaz, vencida, a serpente tentadora.

Sobre um capitel esquemático distingue-se um crucifixo com a imagem de Cristo, que exprime o triunfo da vida sobre a morte, segundo a simbologia cristã. [...]»
[Anónimo. Ver AQUI.

NB - Não se compreende como foram autorizadas as quatro inscrições no monumento, relativas a factos da História de Portugal (a última tem a data de 1940), como a que se mostra na última imagem.